O mote contido na capa do livro fotografado acima, leva-me a recordar que, no tempo das nossas avós, dependia-se em grande parte daquilo que se cultivava no campo, havendo praticamente só duas mudas de roupa: uma para usar durante a semana, outra para usar ao domingo.
Em muitas aldeias de Portugal, há cerca de 50 anos, por exemplo, a eletricidade ainda não tinha chegado, em que a salga era um dos método mais frequentes no que tocava à conservação dos alimentos, bem como a confeção de doces ou conservas a partir das frutas ou legumes da época.
As cascas e as sobras de cada refeição também não eram deitadas para o lixo, servindo de ração para os animais da quinta ou para ajudar à fertilização dos solos.
E longa era a lista de mezinhas que se utilizavam para cuidar e tratar as doenças.

Por isso, estou certa de que estou a inaugurar um tema neste blogue que necessariamente marcará a arte do passado de bem conservar a nossa casa, cozinha e bem-estar no nosso quotidiano, rumo a um futuro bem mais salutar, tranquilo e ecológico.
Literalmente, parte integrante da educação de todas as raparigas de antigamente era dedicada às lições quotidianas que lhes permitiriam vir a ser boas donas de casa, boas cozinheiras ou costureiras eficientes; hoje, cada mulher, enquanto jovem, dedica-se primeiro ao estudo, não tendo por isso oportunidades de adquirir esse tipo de conhecimentos, para mais tarde, só conseguir exercer o seu cargo de dona de casa quase só no intervalo das suas atividades profissionais, ou com a ajuda do respetivo companheiro.
Por outro lado, cada vez mais os novos produtos que nos aparecem nas montras, requerem atenções especiais, exigindo também mais tempo de análise e consequente experimentação.
Para começar, sugiro-vos então dois tipos de ideias diferentes mas interessantes e úteis ao mesmo tempo, ambas retiradas do tal livro Truques antigos para tempos modernos de Rachelle Blondel:
“A necessidade obrigava frequentemente os nossos avós a serem criativos e a utilizarem o que tinham ‘à mão’, ao passo que atualmente somos bombardeados com coisas sem as quais ‘é impossível viver’.” (Rachelle Blondel)







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